09 dezembro, 2013

Uma luta comigo própria

Já há muito tempo que não tinha um fim-de-semana tão atipico e ao mesmo tempo que me soubesse e me deixasse tão feliz...
Isto realmente não é só trabalho, se há algo que tenho aprendido é que devemos organizar muito bem o nosso tempo e dirigir muito bem as nossas prioridades em cada tempo correspondente.
Não devemos ser de todo super vidrados no trabalho, mas enquanto estamos no nosso horário de trabalho, devemos dar tudo de nós, mas assim que saimos do "modo" trabalho, temos de ter bem ciente dentro de nós que temos uma familia à nossa espera que também precisa do nosso melhor! Se aprendermos a dirigir os nossos tempos acabamos por o aproveitar melhor cada um deles e aumentar o nosso set point da Felicidade...
Eu não sei se vocês meninas sofrem do mesmo que eu. Quando estou menstruada, fico "passada"! Sim pois fico, e infelizmente descarrego nos que mais amo... Fico super rabugenta e calha-me sempre um dia que fico hiper mega rabugenta e tudo o que me dizem está errado, e tudo o que me dizem me irrita, qualquer pessoa que me diriga a palavra eu tenho vontade de lhes bater estão a ver???? (Meu deus estou a ser um pouco exagerada) mas é mais ou menos isto que acontece dentro de mim, tenho tentado melhorar mês após mês mas não tem sido nada fácil domar a minha própria fera.
Esta foi a parte atipica do meu fds, a parte boa é que tive em Lisboa os meus pais amados, irmãozinho (já com 19 anos, mas para mim é sempre o meu bebé) e ainda a minha melhor amiga.
Não vos posso mentir estava a morrer de saudades, há mais de um mês que não via a minha familia e já estava com saudades do falar alto do meu pai, dos miminhos da minha mãe... Enfim... Ter familia é mesmo muito bom :)
Este fim-de-semana cresci mais um pouco, em vez de me concentrar em mim e tratar as pessoas que mais amo, "mal" por estar mal disposta, tive uma conversa séria comigo própria antes de sair de casa para passear com a minha mãe e melhor amiga.
- Tens a certeza que vais desperdiçar este tempo precioso por causa de uma birra menstrual? Choraste tanto com saudades da familia e vais tratá-los mal?
Não foi fácil, parece fácil, mas a luta interior com nós memsos é do mais complicado que existe.
O que vos quero dizer nesta manhá é: não trabalhem apenas nos vossos trabalhos, trabalhem também com a vossa própria pessoa, com o vosso caracter, pensem naqueles que esttão em redor e em nada têm culpa do mau dia que estão a ter.
"Não se esqueçam de pagar o "mal" com o bem"...

E deixo algumas fotos do maravilhoso fim-de-semana que tive :)

Beijinhos gigantérrimo cor de rosa*

04 dezembro, 2013

O Melhor do Meu Dia - A Historia da Liz - "Olá Deus, Sou a Liz"

Não posso deixar de partilhar convosco o melhor do meu dia, um testemunho que encheu a minha alma e coração...
Estou a ler já a alguns meses confesso, este belíssimo livro, (vou lendo no trajeto do metro casa-trabalho-trabalho-casa) e para além de constatar puras verdades quotidianas que todos podemos pôr em prática todos os dias para nos tornarmos mais felizes, e ainda nos oferece testemunhos e relatos de situações que mudaram a vida de muitas pessoas com a simples mudança de atitude e pensamento, Cá Vai a que me deixou completamente rendida:

                 A História da Liz - "Olá Deus, Sou a Liz."

Estava na casa de banho do piso térreo da minha casa em Nova Iorque que comprei recentemente com o meu marido. Era  um dia frio de Novembro por volta das 3 da manhã. O meu marido dormia profundamente na nossa cama. Eu estava escondida na casa de banho, tal como vinha fazendo há coisa de 47 noites consecutivas e chorava convulsivamente. Tanto que já tinha formado um verdadeiro lago de lágrimas no chão de azulejo à minha frente, um lago composto por toda a minha vergonha, dor, medo e confusão.
"Não quero continuar casada!"
Fazia um esforço tão grande para não pensar isto, mas a verdade insistia em impor-se-me, impiedosamente.
Tinha eu um enorme orgulho no que tínhamos conquistado, o casarão em Nova Iorque, as oito linhas telefônicas, os amigos, os piqueniques e as festas, os fins-de-semana percorrendo todas as lojas de decoração possíveis e imaginárias usando e abusando dos cartões de crédito?!
Sentia que tinha participado activamente em todos os momentos da criação desta vida - Então porque me sentia tão vazia, desinteressada e desiludida?
"Não quero continuar casada!"
O meu marido dormia placidamente no quarto lá de cima, na nossa cama. E eu... simultaneamente amava-o e não o suportava.
As razões que me levaram a não querer ser a mulher daquele homem são demasiado pessoais e demasiado tristes para serem partilhadas aqui. Muitas delas tinham que ver com os meus problemas.
Nem tão pouco dizer  porque é que o amei, porque quis casar com ele. Será suficiente dizer que, nessa noite, para mim ele ainda era o meu farol  e o meu maior obstaculo ao meu sucesso em igual medida.  A única coisa ainda mais inimaginável do que partir seria ficar. Não queria destruir nada nem ninguém. Só queria escapulir-me.  Esta parte da minha vida não é bonita, mas se a partilho aqui é porque algo estava para acontecer naquela casa de banho que viria  a mudar para sempre o decurso  da minha vida.  Quase como um  daqueles fenômenos astrológicos seculares em que um planeta explode no espaço sem nenhuma razão aparente, uma coisa assim do gênero.
Aconteceu que comecei a rezar.
Tipo a Deus - estão a ver?
Ora, isto foi uma estreia para mim, embora, culturalmente (não teologicamente)  eu seja cristã. Por tradição respondi à mistica das religiões. Reagi sempre com uma excitação ofegante a qualquer pessoa que dissesse que Deus não vive  num qualquer texto sagrado nem num trono distante dos céus, mas que, pelo contrário está muito perto de nós - muito mais perto do que podemos imaginar, respirando directamente para os nossos corações.
No entanto, a meio dessa obscura crise de Novembro, eu não estava interessada em anunciar os meus pontos de vista sobre teologia. Queria apenas salvar a minha vida, tinha finalmente reparado que tinha atingido um incrível estado de desespero que ameaçava a minha própria vida e ocorreu-me que as pessoas  nesse estado recorrem a Deus em busca de ajuda.
O que eu disse a Deus entre soluços foi qualquer coisa como:
"Olá Deus, tudo bem? Sou a Liz. Muito prazer em conhecê-lo.
Isso mesmo, falei com o criador do Universo como se  nos tivessem acabado de nos apresentar numa festa. Na verdade foi o melhor que consegui fazer para evitar dizer "Sempre fui uma grande fã do seu trabalho"...
Desculpe estar  incomodá-lo a esta hora da noite, prossegui, mas estou com um grave problema. Lamento nunca ter falado consigo antes, mas tenho esperança de Lhe ter sempre expressado a minha enorme gratidão por todas as bençãos que me tem dado na vida."
Este pensamento fez-me chorar ainda mais. Recompus-me o suficiente e continuei: "Não sou especialista em orações como sabe, mas, por favor pode ajudar-me? Estou a precisar desesperadamente de ajuda. Não sei o que fazer! Preciso de  uma resposta. Por favor diga-me o que fazer. Por favor diga-me o que fazer. Por favor!!!!
Repeti várias vezes.  Implorei como se pedisse pela própria vida. O choro continuou interrupto até que, subitamente , parou.
De repente percebi que já não estava a chorar. Na verdade tinha parado de chorar a meio dos soluços. A minha tristeza tinha sido completamente aspirada dentro de mim.  Levantei os olhos surpreendida perguntando-me se iria ver à minha frente algum Ser grandioso que me tivesse enxugado as lágrimas, Mas ninguém apareceu. Estava sozinha, mas ao mesmo tempo  não completamente só. Estava rodeada por algo que só consigo descrever como reduto de silencio - um silêncio tão raro que eu não queria sequer respirar para o assustar,.
Depois ouvi uma voz: "Não te assustes!" Não era uma voz de velho testamento ou de Hollywood, era simplesmente a minha voz  a falar no intimo do meu ser, mas de uma forma que nunca tinha ouvido antes. Era a minha voz perfeitamente sábia tranquila e  e passiva. como se alguma vez na vida tivesse experimentado o amor e a segurança. Como descrever a afeição calorosa daquela voz ao dar-me a resposta que selaria para sempre a minha fé no divino?
A voz disse: Volta para a cama, Liz.
Suspirei.
Foi tão imediatamente obvio que aquela era a unica coisa a fazer! A verdadeira sabedoria fornece a unica resposta possível num dado momento e naquela noite voltar a cama era a unica resposta possível.
Volta para a cama porque eu amo-te. Volta para a cama porque é a única coisa que precisas para já é de descansar e cuidar de ti até que obtenhas a resposta. Volta para a cama de modo que, quando vier a tempestade, te sintas suficiente forte para enfrentá-la. E a tempestade virá, minha querida. Muito em breve. Mas não esta noite, portanto, volta para a cama Liz..
Actualmente a minha ligação a Deus à voz que reside no meu coração é a melhor e mais importante relação  da minha vida, e o modo como honro esta relação é mantendo a minha vida o mais tranquila possível, de forma a poder ouvir a voz.
Não significa que ande a nadar num oceano e felicidade. Quando as crises surgem abalam-me e chocam-me tal como a qualquer pessoa, a diferença é que agora  eu já não tento combater o que acontece, em vez disso rendo-me áquilo que me surge à frente. Não significa que seja sempre fácil ou que consiga andar de um lado para o outro sempre mega feliz e entusiasmada quando a minha vida parece destruída. Significa sim que o meu trabalho - e é aqui que entra a oração - consiste em manter-me suficiente receptiva e desperta para perguntar ao Universo ou a Deus: "Exatamente , o que é que me está a pedir a pedir para eu fazer, que eu ainda  não percebi? Abra-me os olhos de modo que eu veja como usar este canal.
Em vez de rezar para me lamentar, rezo como se fizesse um inquérito para reunir informação "por favor pode mostrar-me  o que devo fazer agora?.
Desde essa noite na casa de banho em que me apresentei a Deus, a minha vida sofreu uma reviravolta completa
. Onde existia neurose e sofrimento, existe agora paz e satisfação.Esta voz faz pare de mim agora..
é esta a experiência recorrente de conversar com Deus - perguntando, escutando e depois acatando a Sua resposta - que me mantem no caminho de uma felicidade cada vez maior.
Ainda numa utra noite Lhe disse: Como poderei eu agradecer-Te, meu Deus?
A voz Serena e divertida dentro de mim fez-me sorrir: Vai mantendo o contacto"...

21 novembro, 2013

O melhor do Meu Dia, apesar de ir a meio do dia ainda...


Hoje não posso deixar de vos transmitir o quão gratificante o nosso trabalho pode ser.
Vou ser sincera, eu amo muito o meu trabalho, sempre depositei muito amor em cada um deles, tive momentos de um enorme exctase e tive momentos de uma tristeza profunda em que pensei que o mundo fosse acabar! Tive momentos em que deixei de acreditar em mim e até cheguei a pensar que eu e o meu trabalho simplesmente não prestávamos... Já te aconteceu? Não te vou mentir, ainda hoje se me acontece algo que me deixa triste eu automáticamente assu
mo que o problema é meu e que não presto, ERRADO! eu sei que sim, mas estou a lutar contra esta forma que eu tenho de ver o mundo por vezes :)
Mas o que quero mesmo transmitir-vos é algo que me deixou radiante e ganhou o melhor do meu dia...
O meu trabalho baseia-se completamente no acompanhamento de clientes, visitá-los, convencê-los de que é melhor dormir na "minha" cadeia de Hotéis e não na concorrência, mimá-los, dar-lhes as melhores condições possiveis, e acima de tudo mostrar-lhes que o cliente ao pernoitar connosco sente-se em casa e não no hotel (e esta é a minha veia sentimental em acção), como vos disse no inicio, eu amo o meu trabalho, e tento, que todos os meus clientes se sintam amados, até com o simples do "Bom dia, como está?" Eles têm de sentir que eu dou a Cara pela casa onde trabalho, eles têm de sentir que em caso de problemas nós vamos ajudá-los na resolução do problema!
E de facto quando lhes damos esta entrega e dedicação acaba por vir de volta para nós, porque esta é a lei da vida. Quem semeia, colhe! Na parte boa e má, portanto minhas queridas tentem pelo menos em cada dia semear as melhores coisas possiveis e deixar as más para trás...
Mas continuando a minha história, a Cadeia de Hotéis onde trabalho, recebeu alguns bilhetes para "O Melhor dos Musicais" no Coliseu dos Recreios e nós decidimos ofertar estes bilhetes a alguns clientes especiais que temos, e convidámo-los a disfrutarem de um jantar especial num dos nossos Hoteis. O espectáculo foi ontem e hoje todos eles nos enviaram alguns e-mails de agradecimento. Ia eu a sair de uma das minhas reuniões matinais quando pego no telemovel para verificar se tinha e-mails urgentes para tratar e eis que leio algo como:
"Bom dia Ana,
 Ontem esteve no meu pensamento toda a noite. J
Obrigada pela excelente noite que nos proporcionou. Coincidiu com a data do meu aniversário (no dia anterior) pelo que foi uma excelente forma de o comemorar, a dois! ;-P
O jantar foi divinal, fiz a degustação dos queijos de cabra, comi um pregado fresco delicioso em cama de risoto e terminei com uma degustação de sobremesas real. O meu marido começou com as vieiras, pediu os camarões tigre que estavam soberbos (eu provei) e terminou com uma sobremesa fantástica, a vossa versão de um doce tradicional português. Foi realmente um jantar muito agradável! :-D
O musical  foi muito intenso, as vozes tanto da Sofia Escobar como da Madalena Alberto têm uma amplitude  e uma musicalidade arrepiante, foi uma encantadora descoberta destas artistas portuguesas. O John Owen-Jones é um verdadeiro entertainer para além de ter uma voz irrepreensível! E foi muito bonita a cumplicidade dos manos Feist. J
 Mais uma vez, o meu sincero agradecimento!"

Desta forma só posso dizer, amo muito o meu trabalho e a verdade é que quando juntos e unidos, zelamos pelo melhor daqueles que estão connosco a recompensa é grande, estas palavras encheram-me a alma e o coração!
Tenho muito orgulho em pertencer a esta empresa, que me dá todos os dias a oportunidade de fazer o que realmente amo!
Se hoje ainda não fazes o que realmente amas, começa por amar o que hoje fazes, não conhecemos o que o dia futuro nos reserva. É importante que saibam que na maioria das vezes nunca fiz o que gostei, mas amei...

Beijinho gigantérrimo Cor de Rosa*