04 dezembro, 2013

O Melhor do Meu Dia - A Historia da Liz - "Olá Deus, Sou a Liz"

Não posso deixar de partilhar convosco o melhor do meu dia, um testemunho que encheu a minha alma e coração...
Estou a ler já a alguns meses confesso, este belíssimo livro, (vou lendo no trajeto do metro casa-trabalho-trabalho-casa) e para além de constatar puras verdades quotidianas que todos podemos pôr em prática todos os dias para nos tornarmos mais felizes, e ainda nos oferece testemunhos e relatos de situações que mudaram a vida de muitas pessoas com a simples mudança de atitude e pensamento, Cá Vai a que me deixou completamente rendida:

                 A História da Liz - "Olá Deus, Sou a Liz."

Estava na casa de banho do piso térreo da minha casa em Nova Iorque que comprei recentemente com o meu marido. Era  um dia frio de Novembro por volta das 3 da manhã. O meu marido dormia profundamente na nossa cama. Eu estava escondida na casa de banho, tal como vinha fazendo há coisa de 47 noites consecutivas e chorava convulsivamente. Tanto que já tinha formado um verdadeiro lago de lágrimas no chão de azulejo à minha frente, um lago composto por toda a minha vergonha, dor, medo e confusão.
"Não quero continuar casada!"
Fazia um esforço tão grande para não pensar isto, mas a verdade insistia em impor-se-me, impiedosamente.
Tinha eu um enorme orgulho no que tínhamos conquistado, o casarão em Nova Iorque, as oito linhas telefônicas, os amigos, os piqueniques e as festas, os fins-de-semana percorrendo todas as lojas de decoração possíveis e imaginárias usando e abusando dos cartões de crédito?!
Sentia que tinha participado activamente em todos os momentos da criação desta vida - Então porque me sentia tão vazia, desinteressada e desiludida?
"Não quero continuar casada!"
O meu marido dormia placidamente no quarto lá de cima, na nossa cama. E eu... simultaneamente amava-o e não o suportava.
As razões que me levaram a não querer ser a mulher daquele homem são demasiado pessoais e demasiado tristes para serem partilhadas aqui. Muitas delas tinham que ver com os meus problemas.
Nem tão pouco dizer  porque é que o amei, porque quis casar com ele. Será suficiente dizer que, nessa noite, para mim ele ainda era o meu farol  e o meu maior obstaculo ao meu sucesso em igual medida.  A única coisa ainda mais inimaginável do que partir seria ficar. Não queria destruir nada nem ninguém. Só queria escapulir-me.  Esta parte da minha vida não é bonita, mas se a partilho aqui é porque algo estava para acontecer naquela casa de banho que viria  a mudar para sempre o decurso  da minha vida.  Quase como um  daqueles fenômenos astrológicos seculares em que um planeta explode no espaço sem nenhuma razão aparente, uma coisa assim do gênero.
Aconteceu que comecei a rezar.
Tipo a Deus - estão a ver?
Ora, isto foi uma estreia para mim, embora, culturalmente (não teologicamente)  eu seja cristã. Por tradição respondi à mistica das religiões. Reagi sempre com uma excitação ofegante a qualquer pessoa que dissesse que Deus não vive  num qualquer texto sagrado nem num trono distante dos céus, mas que, pelo contrário está muito perto de nós - muito mais perto do que podemos imaginar, respirando directamente para os nossos corações.
No entanto, a meio dessa obscura crise de Novembro, eu não estava interessada em anunciar os meus pontos de vista sobre teologia. Queria apenas salvar a minha vida, tinha finalmente reparado que tinha atingido um incrível estado de desespero que ameaçava a minha própria vida e ocorreu-me que as pessoas  nesse estado recorrem a Deus em busca de ajuda.
O que eu disse a Deus entre soluços foi qualquer coisa como:
"Olá Deus, tudo bem? Sou a Liz. Muito prazer em conhecê-lo.
Isso mesmo, falei com o criador do Universo como se  nos tivessem acabado de nos apresentar numa festa. Na verdade foi o melhor que consegui fazer para evitar dizer "Sempre fui uma grande fã do seu trabalho"...
Desculpe estar  incomodá-lo a esta hora da noite, prossegui, mas estou com um grave problema. Lamento nunca ter falado consigo antes, mas tenho esperança de Lhe ter sempre expressado a minha enorme gratidão por todas as bençãos que me tem dado na vida."
Este pensamento fez-me chorar ainda mais. Recompus-me o suficiente e continuei: "Não sou especialista em orações como sabe, mas, por favor pode ajudar-me? Estou a precisar desesperadamente de ajuda. Não sei o que fazer! Preciso de  uma resposta. Por favor diga-me o que fazer. Por favor diga-me o que fazer. Por favor!!!!
Repeti várias vezes.  Implorei como se pedisse pela própria vida. O choro continuou interrupto até que, subitamente , parou.
De repente percebi que já não estava a chorar. Na verdade tinha parado de chorar a meio dos soluços. A minha tristeza tinha sido completamente aspirada dentro de mim.  Levantei os olhos surpreendida perguntando-me se iria ver à minha frente algum Ser grandioso que me tivesse enxugado as lágrimas, Mas ninguém apareceu. Estava sozinha, mas ao mesmo tempo  não completamente só. Estava rodeada por algo que só consigo descrever como reduto de silencio - um silêncio tão raro que eu não queria sequer respirar para o assustar,.
Depois ouvi uma voz: "Não te assustes!" Não era uma voz de velho testamento ou de Hollywood, era simplesmente a minha voz  a falar no intimo do meu ser, mas de uma forma que nunca tinha ouvido antes. Era a minha voz perfeitamente sábia tranquila e  e passiva. como se alguma vez na vida tivesse experimentado o amor e a segurança. Como descrever a afeição calorosa daquela voz ao dar-me a resposta que selaria para sempre a minha fé no divino?
A voz disse: Volta para a cama, Liz.
Suspirei.
Foi tão imediatamente obvio que aquela era a unica coisa a fazer! A verdadeira sabedoria fornece a unica resposta possível num dado momento e naquela noite voltar a cama era a unica resposta possível.
Volta para a cama porque eu amo-te. Volta para a cama porque é a única coisa que precisas para já é de descansar e cuidar de ti até que obtenhas a resposta. Volta para a cama de modo que, quando vier a tempestade, te sintas suficiente forte para enfrentá-la. E a tempestade virá, minha querida. Muito em breve. Mas não esta noite, portanto, volta para a cama Liz..
Actualmente a minha ligação a Deus à voz que reside no meu coração é a melhor e mais importante relação  da minha vida, e o modo como honro esta relação é mantendo a minha vida o mais tranquila possível, de forma a poder ouvir a voz.
Não significa que ande a nadar num oceano e felicidade. Quando as crises surgem abalam-me e chocam-me tal como a qualquer pessoa, a diferença é que agora  eu já não tento combater o que acontece, em vez disso rendo-me áquilo que me surge à frente. Não significa que seja sempre fácil ou que consiga andar de um lado para o outro sempre mega feliz e entusiasmada quando a minha vida parece destruída. Significa sim que o meu trabalho - e é aqui que entra a oração - consiste em manter-me suficiente receptiva e desperta para perguntar ao Universo ou a Deus: "Exatamente , o que é que me está a pedir a pedir para eu fazer, que eu ainda  não percebi? Abra-me os olhos de modo que eu veja como usar este canal.
Em vez de rezar para me lamentar, rezo como se fizesse um inquérito para reunir informação "por favor pode mostrar-me  o que devo fazer agora?.
Desde essa noite na casa de banho em que me apresentei a Deus, a minha vida sofreu uma reviravolta completa
. Onde existia neurose e sofrimento, existe agora paz e satisfação.Esta voz faz pare de mim agora..
é esta a experiência recorrente de conversar com Deus - perguntando, escutando e depois acatando a Sua resposta - que me mantem no caminho de uma felicidade cada vez maior.
Ainda numa utra noite Lhe disse: Como poderei eu agradecer-Te, meu Deus?
A voz Serena e divertida dentro de mim fez-me sorrir: Vai mantendo o contacto"...

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