15 abril, 2015

A vida troca-nos as voltas.

Querer viver a vida ao mais alto nível e de repente tudo mudar.
É assim que estou. A tentar lidar com a mudança. 
A ouvir a chuva no Pará peite da janela enquanto continuo deitada desde já há 8 dias, pois não consigo fazer mais nada para além de estar deitada ou sentada. 
Depois de um fds de Páscoa tão feliz que tive no meu Algarve ter reencontrado pessoas que estão no meu coração, muito mesmo, depois de ter estremecido, dançado, depois de ter dado as minhas gargalhadas, comido o marisco que o meu pai sempre prepara para mim e depois de ter sido confrontada com todos os Se's mais uma vez, regresso a Lisboa.
Pronta ou não para mais uma semana de trabalho nem sonhava o que estava para vir. 
Uma apêndicite aguda. Bem aguda.
Não vou citar aqui o que passei dentro daquele hospital porque foi triste e sofredor demais, ainda para mais quando se tem medo de agulhas e todos os seus envolventes. 
Naquele momento a Ana desapareceu. A alegria, vitalidade, energia e positivismo com que muitos me descrevem desapareceu. Não existia.
Apenas existiu uma menina de 5 anos talvez, amedrontada e muito, muitooooo chorona.
E não me venham com tretas de que a apêndice é uma coisa simples porque não foi!!! 
Mas o que quero mesmo mesmo é poder sair da cama e do sofá. Quero conseguir fazer as coisas sozinha outra vez. Quero ir trabalhar. Quero estar com os meus clientes lindos e adorados, acima de tudo quero voltar para aquela equipa linda e maravilhosa que muito mais que meus colegas são amigos. Quero estar com eles e contar-lhes tudo. A minha festa de kizomba no sábado da Páscoa. E quero contar lhes também de uma forma divertida como foi a minha estada no hospital e agora em casa. 
Quero ir beber café as 8h55 no café da Carla com elas antes de irmos para o escritório e tudo começar de novo: telefones, e-mails, visitas a clientes e a P* da loucura em como vivemos o nosso dia à dia. 
Eu preciso disso. Eu preciso muito disso. 
Preciso de voltar ao meu projeto #gajasrealfit2015 que me pus com tanto amor. Até porque agora só consigo estar deitada, sentada e comer. Mau muito MAU!!! vai tudo para as ancas! 
Por agora resta-me continuar a descansar para ver se isto sara de uma vez por todas!
Preciso de voltar a trabalhar, urgentemente! 

A minha inspiração para não comer porcarias e continuar nas gajas real fit 😩👇🏼👇🏼👇🏼👇🏼👇🏼👇🏼👇🏼👇🏼👇🏼👇🏼👇🏼




06 abril, 2015

VIAJANDO POR AI #6 Uma Páscoa feliz!

Esta foi uma Páscoa feliz. Foi uma vinda ao Algarve completa.
A melhor sensação é sairmos nostálgicos porque foi bom demais e não querermos ir.
A sensação que é sermos gratos porque temos famílias fantásticas amigos sempre presentes, momentos memoráveis e o mar.
O mar que faz parte de mim e nunca me abandona. 
Em apenas 2 dias e meio fizemos tudo! Pais, sogros, avós, irmãos, amigos, cafés, jantares e ainda tive tempo de ir olhar o mar.
Qualidade é isto. Sentirmos que tivemos tempo para tudo e com muita qualidade! 
A vó Tina ontem fez anos. 75 anos. É a mulher com mais garra das nossas famílias. O meu pai trouxe um bolo lindo e muito bom de aniversário. 
Comemos, bebemos e como felizes. 
Estar com eles enche o coração a qualquer um.



05 abril, 2015

VIAJANDO POR AI #5 Voltei a reencontrar(me) !

A intensidade do mar, o som da onda a rebentar nos meus pés, o boom dentro do estômago, a areia molhada, o sol discreto mas brilhante.
Um cansaço acumulado que como por magia perto do mar se esvaireceu.
Uma ponte à minha frente envolvida de um longo curso de água de um lado e lôdo do outro. Caranguejos a entrar e sair da toca e eu senti que tinha 8 anos outra vez e que de balde na mão os apanhava e pedia à minha mãe para os cozer para o lanche.
Eu sou filha do Algarve, eu sou filha do mar.
Neta de um pescador, sofredor e ao mesmo tempo feliz por tudo o que o mar lhe deu. 
Filha da fuseta. Filha do mar. Lembro-me de não saber como soube nadar. Simplesmente nadei. Tinha uns 5 ou 6 anos já nadava como se tivesse "20". 
Antes de vir para o Algarve a primeira coisa que disse ao meu piqueno foi: Sábado de manhã leva-me a caminhar na praia. Preciso ver o mar.
Eu vi-o, ele viu-me e foi como se nunca nos tivéssemos separado.



















01 abril, 2015

O amor recíproco entre quem aprende e quem ensina.


Há uns dois meses, uma pessoa que respeito imenso e que já gosto imenso porque demonstrou-me ter um fundo espectacular, disse-me:
"Ana, pessoas como nós sofrem mais.
Por sermos tão extróvertidos e boa onda, somos julgados, ou vistos, até mesmo intrepertados por terceiros de formas diferentes. Por mais boa que seja a nossa intenção, os outros podem não a receber e não intrepertar da forma certa. Protege-te. Por vezes tenho sofrido devido à minha boa onda."

 Estas palavras na altura fizeram-me sentido e guardei-as no coração, mas hoje, hoje, foi o dia em que elas fizeram mais sentido.

A melhor parte do embate e do "choque" é para além de saber, sentir o amor profundo de quem me quer bem e me quer ver feliz, ser verdadeiro comigo e orientar o meu caminho, da melhor forma, com as melhores palavras e com a melhor atitude.
Por isso e muito mais: OBRIGADA!

"O amor recíproco entre quem aprende e quem ensina, é o primeiro e mais importante degrau para se chegar ao conhecimento." [Erasmo de Rotterdam]