05 abril, 2015

VIAJANDO POR AI #5 Voltei a reencontrar(me) !

A intensidade do mar, o som da onda a rebentar nos meus pés, o boom dentro do estômago, a areia molhada, o sol discreto mas brilhante.
Um cansaço acumulado que como por magia perto do mar se esvaireceu.
Uma ponte à minha frente envolvida de um longo curso de água de um lado e lôdo do outro. Caranguejos a entrar e sair da toca e eu senti que tinha 8 anos outra vez e que de balde na mão os apanhava e pedia à minha mãe para os cozer para o lanche.
Eu sou filha do Algarve, eu sou filha do mar.
Neta de um pescador, sofredor e ao mesmo tempo feliz por tudo o que o mar lhe deu. 
Filha da fuseta. Filha do mar. Lembro-me de não saber como soube nadar. Simplesmente nadei. Tinha uns 5 ou 6 anos já nadava como se tivesse "20". 
Antes de vir para o Algarve a primeira coisa que disse ao meu piqueno foi: Sábado de manhã leva-me a caminhar na praia. Preciso ver o mar.
Eu vi-o, ele viu-me e foi como se nunca nos tivéssemos separado.



















01 abril, 2015

O amor recíproco entre quem aprende e quem ensina.


Há uns dois meses, uma pessoa que respeito imenso e que já gosto imenso porque demonstrou-me ter um fundo espectacular, disse-me:
"Ana, pessoas como nós sofrem mais.
Por sermos tão extróvertidos e boa onda, somos julgados, ou vistos, até mesmo intrepertados por terceiros de formas diferentes. Por mais boa que seja a nossa intenção, os outros podem não a receber e não intrepertar da forma certa. Protege-te. Por vezes tenho sofrido devido à minha boa onda."

 Estas palavras na altura fizeram-me sentido e guardei-as no coração, mas hoje, hoje, foi o dia em que elas fizeram mais sentido.

A melhor parte do embate e do "choque" é para além de saber, sentir o amor profundo de quem me quer bem e me quer ver feliz, ser verdadeiro comigo e orientar o meu caminho, da melhor forma, com as melhores palavras e com a melhor atitude.
Por isso e muito mais: OBRIGADA!

"O amor recíproco entre quem aprende e quem ensina, é o primeiro e mais importante degrau para se chegar ao conhecimento." [Erasmo de Rotterdam]


23 março, 2015

VIAJANDO POR AI #4 Trabalhar com Alma dá-nos "tesão". [Desculpem a expressão]

Estava a refletir agora durante a minha pausa para almoço: "Hoje estou em baixo de forma".
Não gosto de estar assim. Não estou triste, não estou desanimada com nada, mas sinto-me mais calma.
Passo a explicar: Eu e a calma não resultamos. O meu coração tem de bater a 200%, o meu passo tem de ser acelarado, a barriga tem de ter adrenalina como se tivessem boboletas a pairar no meu estômago e a minha cabeça tem de estar a transmitir ideias novas todos os dias.
Portanto, não sei de onde me apareceu esta calma hoje, não é normal nem comum.
Ainda menos normal é quando me levantei as 6h20 da matina para ir toda lampeira à minha aula de zumba as 7h15 como já é habitual às segundas-feiras.
Numa mão a colher de sopa à boca, na outra mão o iphone onde lia os posts atrasados, entro no blog da minha Patricia e começo a reler-me! Totalmente. Estava ali o que precisava para ganhar a minha genica habitual que não sei para onde tinha ido esta manhã, nela reli-me e revi-me.
Nela revivi o meu estado habital: Cansada, mas sempre a bombar. Parar? Logo tenho tempo para descansar ao fim-de-semana ou quando for para o Céu ter com Jesus :)
Eu trabalho com tesão. [Desculpem a expressão].
Ou é ou não é.
E se alguém pensa: "trabalhas com tesão porque gostas daquilo que fazes."
Desengana-te. Todos pos trabalhos que tive antes deste ODIAVA. Muito mesmo. Era uma infeliz, que me obrigada todos os dias a amar até o que não gostava. Acreditem, deu resultado.
Ajudou-me a não morrer.
A Tesão no trabalho dá-nos força, auto motiva-nos sem darmos por isso.
As imagens abaixo retratam aqueles bocadinhos fora em viagem longe de casa, do marido e do conforto, horas tardias que nos permitem parar e "desfrutar" minimamente, respirar para abrir o portátil e começar a responder aos emails que cairam durante o dia.
Esta foi das semanas mais longas. De Lisboa a Coimbra, Viseu, Aveiro, Oliveira de Azemeis, Porto, seguindo para Epanha com rumo a Vigo e Sanxenxo.
Mortas mas vivas!
A tesão mantem.nos vivos.









22 março, 2015

Hoje bateu a saudade.



Hoje bateu a saudade.
A saudade das festas desenfreadas, da alegria imaculada. Da loucura santa e das gargalhadas sem fim.
Saudades desta forma física principalmente.
É por isto que luto, é por isto que as #gajasrealfit2015 fazem todo o sentido. 

E é por isto tudo e muito mais que quero continuar a lutar. Mesmo sem as compreensões necessárias, mesmo sem as crenças sem os apoios. 
A mesma luta para uma pessoa pode ser básica, para outra o maior sofrimento, a maior lágrima.