28 dezembro, 2014

O meu homem é #jogadordabola



O meu homem é jogador da bola.
Não joga no Sporting nem no Benfica nem tão pouco tem um bruta de um ordenado como esses jogadores. Conheço o meu marido há quase 10 anos e tenho acompanhado o sonho e a luta diária. Os sacrifícios. As alegrias e as dores. Não vou mentir penso que as dores são superiores as alegrias (pelo menos até agora). 
A pressão do descanso constante para estar bem no treino seguinte os cuidados alimentares, a falta de disponibilidade para uma vida "social/normal", a dor dos jogos perdidos. Só eu sei o que ele sofre. 
Pior que tudo a luta constante sem saber se trará retorno. 
A vida é como um jogo de futebol, não é sinfônica, nada faz sentido e todos os dias acontecem coisas novas  muitas delas inesperadas. E isto não é mau. Tem me ensinado a confiar e a perder a mania de que tenho de controlar tudo o que acontece na minha vida. Eu não tenho super poderes, logo não posso mudar nada. 
Há pouco o meu Leonardo ia marcado golo, alguém da equipa adversária lhe jogou a mão e ouvi na bancada ao meu lado alguns velhotes gritarem "é pênalti" eu não sei se era, não percebo nada de futebol. Uma coisa é certa o árbitro da um cartão amarelo ao meu homem eu levanto-me indignadíssima e grito-lhe sem dar por mim própria "filho da Putaaaaaaa" que vergonha! Eu sou do tipo que não diz estes nomes posso dizer outros mas este termo não é muito comum saída minha boca. Eu devo ter uns 150 velhotes a minha volta e todos ficaram a olhar para mim e alguns riram-se! Se tivesse um buraco enfiava-me! Eu sou daquelas mulheres que vai aos jogos e nunca se prenuncia! Hoje não foi o dia!
Mural da história? Aprender a confiar. As coisas na nossa vida estão talhadas e tudo com um porquê. Tudo nos fará crescer, florescer, o que quiserem. 
Não desesperar com nada por muito que nos doa! 
Hoje o estádio está cheio. O meu homem quase que marcou 2 golos. Apesar disto ser uma constante mudança e eu odiar mudanças, tenho muito orgulho nele muito mesmo. Aliás quando for grande quero ser paciente como ele é. 



25 dezembro, 2014

Ser feliz custa tão pouco! #natal2014

Posso falar das várias coisas que senti esta noite? 
Acho que finalmente atingi a "idade adulta" no entanto sem perder a criança que tenho cá dentro. 
Abri a porta cá de casa e fui recebendo a família. Um por um. Não fomos muitos nem poucos, fomos a conta certa. A mesa da sala cheia de homens, a mesa da cozinha cheia de mulheres. O tema da noite foi eu a contar a minha peripécia no ultimo concerto do TC. 
Pais, avós, mano, cunhada, tio, sogros e primos. Ahhhh! Falta o Miko, o meu gato que também o trouxemos de Lisboa para  passar o natal cá em casa. 
No meio da confusão e do barulho ridículo que a minha família faz, fui infinitivamemte feliz. 
Como se sentisse o coração das pessoas bater nas minhas mãos. 
O mundo finalmente parou lá fora. Consegui desligar o chip do stress e liguei-me ao coração ao meu e ao deles. Não quis saber de um único presente, só quis saber deles. Depois de ter amado muito com os meus olhos a minha família (aqui para nos, cada um mais louco do que o outro) vi mesmo, mais do que já tinha visto: a Minha familia é especial.
Antes de todos chegarem o meu pai pediu que eu e o meu irmão nos sentássemos com ele dizendo: sentem-se ao lado do pai, vocês são os únicos do meu sangue, o resto é paisagem! 
Foi com o meu pai que eu aprendi 99% das coisas que sei. 
Já não há crianças cá em casa (está tudo a espera que eu me encarregue dessa tarefa, mas........ Nada que se encaixe ainda para mim. Mas eu continuo a ser a pirralha cá do sítio. Deliro com o mais pequeno presente, e deliro mais ainda com o presente que dou aos meus pais, eles são mais calminhos (as vezes) então eu acho que tenho de fazer a festa por eles! 
Deixei que a maioria das pessoas fossem embora porque não tinha presentes para todo o mundo, no meio disto já o meu pai se tinha ido deitar. É um verdadeiro homem de trabalho, não para nunca para que nada falte. 
Eu como se fosse uma pirralha de 5 anos chamei a minha mãe ao quarto e saltei para cima da cama deles, queria que o pai acordasse à força para ver o presente que lhes tinha comprado. Este ano foi uma máquina de café amarelo canário. Fiquei apaixonada e achei que fosse ficar a matar na casa deles. O meu pai abriu os olhos e começou a rir afinal de contas fui eu que acabei por abrir o presente deles como se fosse muito pequenina e estivesse com o "chitex" ao mais alto nível! 
Não é pelos presentes nem pelo valor que foram gastos neles. Nada disso! Fico é louca de felicidade por podermos estar mais uma vez juntos! É a melhor coisa do mundo que tenho. Nunca me tirem a família. Nunca! 
O meu pai dizia para o meu Leonardo (marido) : ela há-de ser sempre a criança cá de casa! 
E gosto tanto.... Gosto de viver os momentos com toda a intensidade possível! Gosto de dar sorrisos grandessss que se parecem com crianças! Gosto de me enroscar no sofá branco da minha mãe e ouvi-los falar alto.
E a minha casa??? Vocês já viram o que a minha mãe faz?? Ela torna a nossa casa no maior paraíso de Natal! Parece um mundo encantado! A minha mãe é o gênio da calma e da decoração. 
Ela prepara tudo até ao mais pequenino pormenor para toda a família desfrutar da ceia. Só queria que ela disfrutasse da mesma forma que eu! Eu tento ajudá-la mas quem tem o trabalho todo lá é só ela! 
Esta manhã levantei-me e fui-lhes dizer ao ouvido como se tivesse mais uma vez 6 anos: feliz natal pais!!!!!!! :) 
E sabem o que fui comer??? 2 colheres do melhor arroz doce do mundo! O da avó do meu Leonardo! 
Passei a ceia a dar muitos beijinhos na cabeça do meu Leonardo. Estava muito feliz, e foi a forma que encontrei por lhe agradecer mais um ano fantástico do seu lado! 
A minha mãe diz que não podia ter encontrado melhor homem, em nenhuma parte do mundo! E é verdade! 
Ser feliz custa tão pouco e nos gastamos o nosso tempo tão mal... 













15 dezembro, 2014

Entre Zappings, Tablet´s, gritos, gargalhadas e o sofá branco da mãe.

https://www.youtube.com/watch?v=lp-EO5I60KA

há coisas fantásticas, esta música é uma delas.
Ouço-a vezes sem conta e não me canso.

Outra das coisas que é fantástica e há-de ser sempre minha, é a casa dos meus pais.
Cheguei hoje de surpresa sem dizer a ninguém que tinha de vir ao Algarve, entro em casa e a alegria que tive ao olhar os olhos deles, o abraço deles, o beijinho deles foi inexplicavél.
O prazer de saborear as garagalhadas da minha mãe, a gritaria normal do meu pai, e o privilégio de olhar para a nova "barbicha" do meu irmão. [diz que agora é moda].
O quente do sofá branco da mãe que parece neve. Não há quente como este.
Não há árvore de natal tão empiriquitada como a dela, nem tão luminosa na cidade inteira.

As coisas por aqui não mudaram.
As rotinas mantêm-se. Eu gosto de rotinas, principalmente das deles.
O trabalho do meu pai, o ir buscar comida ao pronto a comer. O jantar cedo. O meu pai a pedir à minha mãe tudo ao mesmo tempo. Ainda a mulher está nas entradas já ele está a pedir o café e o copinho mini mini de Whisky que bebe sempre com o café depois de jantar.
A barriga do pai está no mesmo tamanho. Ele gosta de preservá-la. Diz que a melhor coisa que tem na vida é a mulher, os filhos comer e beber e que a mesa tenha sempre muita fartura.
Depois do jantar ele continua com a mania de fazer zapping no comando da TV, não consegue estar parado nunca. Vê 5 minutos de um canal e por ai continua. Hajam canais disponiveis para o meu pai fazer todo o zapping que necessita!
A minha mãe diz que agora desde que descobriu o facebook não quer mais nada.
Depois da mesa levantada, louça lavada e cozinha arrumada, o sofá é todo dela, ao lado da cadeira do meu pai, ai está ela de tablet nas mãos a rir-se com as parvoices mais parvas do facebook.
Só espero que ela não me volte a pedir para criar instagram! [não quero que ela tenha, as vezes pareço velha de cabeça, mas olho para a minha mãe como se fosse minha filha, acham normal?????]
O meu irmão tirando a barbicha nova, parece que se mantém tudo.
Fechado no quarto com o tlm sempre a tocar, só o ouço "mano para aqui, mano para ali"....

A mim resta-me o sofá branco da mãe, o zapping do pai, o casaco de ovelha e a calma da cidade de Olhão.









10 dezembro, 2014

Relacionamentos e cenas #1 "Puns"

Eu tenho uma teoria. Uma verdadeira [para mim] teoria de amor.
Há umas semanas estava sentada à mesa com vários colegas de trabalho, onde eu e a minha querida chefe que para além de sermos as duas algarvias, a nossa boca não tem um start and Stop.
Quando clicamos o Start é sempre a aviar cartuxo..... Bem, é só asneiras, mas das boas :)
Em que no meio de todos os colegas partilhávamos os nosso "puns" debaixo dos lençõis com os maridos quando eles já estão mesmo no ponto de adormecer, ao dar-se "a bomba" acordam e toca de "ralharem" connosco.
E dizem coisas do género: "porque é que não te levantas para ires à casa de banho??????"
E nós gajas autênticas e muita descontraidas respondemos: "Era só o que faltava, cada vez que dou uma bufa, levantar o cagueiro da cama para ir ao wc para soltar uma bolha de gás. É que era o que mais faltava!!!"
Estão a imaginar as gargalhadas do pessoal todo á mesa??!!!! Acho que até os clientes do restaurante riam sem parar.... Nós somos um bocado barulhentas e falamos por vezes um pouco alto.... :)
Isto tudo para vos explicar qual é a minha teoria....... Não dás puns ao pé do teu homem????
Então, ainda não encontraste o homem da tua vida... Por mais que digam que é nojento, que é uma falta de respeito. Para mim é pura cumplicidade, é pura felicidade. Podermos ser o que somos. Porque somos todos humanos e toda a gente dá puns portanto até para isso precisamos de alguem do nosso lado para a partilha!
Quantos namorados tiveste e nunca deste nada? E se calhar agora com o actual até dás? Encontraste o homem da tua vida :) [é obvio que não há regra sem excepção, por ventura devem existir pessoas que dão peidos à frente de meio mundo, mas eu refiro-me ao estériotipo mais normal, vá :) ]

Sejam felizes, afinal de contas tudo o que entra, tem de sair.....
E o meu homem é que sofre...... :)