06 julho, 2015

Sobre o amor. (Deu-me para isto agora)

Estás a dormir.
Olho-te e vejo-me infinitamente feliz.
Pareces um miúdo com 6 anos, calções aos quadrados ou lá o que isso é, tronco nú, os braços entrelaçados na almofada e de rabo para cima.
O miko (gato) aos teus pés, enrolado como senão houvesse amanhã. 
Eu aqui ao lado a ler um livro e ao mesmo tempo inconformada com o fim das férias.
Tu dormes há horas e eu nada.
As malas das férias já estão desfeitas. Trago em cada vestido de verão boas recordações. Tuas principalmente, quando olhavas para mim e dizias o quanto estava bonita.
Olho para a colecção de colares que nunca tende a diminuir e lembro-me da tua expressão: aí Ana Claudia, isso (a colecção de colares) só cresce! 
E eu respondo sempre: já sabes que as gajas precisam de muitos colares, de muitos sapatos, muitas malas e muita roupa, e tudo e tudo e tudo!
Até quando me apetece bater-te, apetece-me amar-te!
Dizem que a vida é um ciclo só que nunca pensei que o ciclo do casamento e de uma vida a dois fosse tão bom.
Partilhar é bom. Nunca me sinto sozinha. confesso que na cozinha agradecia que me deixasses sozinha, ela é pequena como tudo e tu tens tantas paneleirisses na cozinha que é uma das vezes que me apetece dar-te um soco amoroso. Mas de resto quero-te bem perto de mim. 
Só porque estás a dormir e não podes falar comigo agora.
Bateu uma saudade.
Já disse que te amava hoje?

Ps: não tenham medo de amar.
Não tenham medo de ser lamechas.





04 julho, 2015

O Algarve a ir-se-me pelos dedos a fora...

Tudo tão pequeno é tão grande ao mesmo tempo. (Comparando Algarve com Lisboa).
A despedida foi dolorosa, tive de dar um beijo rápido nos meus pais e vir a correr para o carro para que não me vissem chorar.
Já é noite cerrada 22h00 e estamos a abandonar o nosso porto de abrigo.
Enquanto ele conduzia eu ia sentindo todos os cheiros de Olhão, ia sentido cada recanto da cidade, os famosos grafitis do Sen espelhados em vários sítios da cidade, passando em cada avenida ia apaixonando-me mais uma vez.
O meu local favorito é a avenida do meu querido Real Marina Hotel e dos mercados. 
Tudo acontece aqui. Comemos os famosos gelados da Gelvi que se derretem na boca como se um orgasmo gastronômico estivesse a ter (desculpem a expressão), a minha tasca favorita onde me delicio com os camarões com laranja (tá pronto), a Zona C, que não era frequentadora e passei a ser e a amar.
Ali todos os olhanenses com alma se cruzam.
Vejo os que gosto e os que não gosto, mas isso nada conta quando tenho a ria formosa a meus pés.
Cheirei a minha amada cidade pela última vez este ano (em férias).
Acho que nunca tinha tido uma férias destas com o meu homem nem quando namorávamos e vivíamos cá.
Acho que cada vez mais damos atenção e somos gratos aos pequenos pormenores que nos cercam.
Hoje fui à ilha do Farol, melhor despedida não podia ter tido esta é a única praia do Algarve onde Tudo é diferente.
O sol queima mais, o mar cheira mais e o mar é mais cristalino do que as Caraíbas.
E a dois.... Bem a dois o Algarve tem outro sabor.
Se formos dois e juntarmos mais o batalhão das famílias amigos e eleitos então nem se fala!!!! 
Um beijinho para a minha terra amada, Olhão!
Papá, mumsky e mano OBRIGADA. 
Vocês são o meu Eu, o meu espelho, e o meu maior orgulho. São uns gandas malucos mas cheios de alma!


                 Ilha do Farol - Olhão 


         Bar na ilha do Farol - MarAmais 


       Famosos gelados Gelvi - Olhão 











Ser o 8 ou 80 é lixado, mas ser menina dos papás é muito mais lixado!

As vezes odeio viver tudo tão intensamente.
É muito bom numas coisas, mas noutras basicamente é o que me está a acontecer agora.
Sentada no sofá branco dos meus pais lavada em lágrimas.
As férias chegaram ao fim e amanhã vamos embora.
Não quero sair daqui. Não quero abandonar o conforto do colinho deles. Estive cá 3 semanas aproveitei tanto o meu homem e tenho a sensação que aproveitei tão pouco os meus pais.
Já fui a correr até ao quarto dos meus pais onde o meu Rei (pai) já quase dormia para lhe perguntar se podemos jantar amanhã as 5 da tarde só para estar com eles mais um pouco antes de seguir para Lisboa, para cada, a minha casa e dele. Casámos, abandonamos o leito das nossas famílias mas a ligação continua tanto ou mais forte do que quando cá estava todo o santo dia. 
Ser o 8 ou o 80 em pessoa é lixado!
E ser menina dos papás é ainda mais lixado!
Aqui ficam muitas das boas recordações destas férias 2015 que vou levar comigo para sempre no coração.

































01 julho, 2015

Odeio meios termos. Eu gosto mesmo é do 8 ou 80

Com o Eu vazio mas com a alma cheia, fervilhante, tremula até.
Algo muda quando descobrimos que o Eu não é absolutamente nada.
Algo muda quando temos pelo o que lutar mesmo com todas as contrariedades e aflições algo muda em nós quando no meio desta grande trapalhada sentimos uma paz impossível de entender.
Já viram o que é as coisas não correrem de acordo com as nossas vontades e estarmos em paz? 
Já imaginaram o que é nada dar certo (mediante a nossa cabeça) e termos uma felicidade exorbitante dentro do coração?
A vida é um bom combate. Sabem porquê? 
O combate é constante, se não é pelo cú é pelas calças.
Mas ele é bom. É tão bom que sabemos que já o vencemos, e vou dormir com paz e felicidade. 
E atenção que isto não basta querer. Aliás o nosso querer não vale nada........     Mas não confundam o querer com o fazer. Eu não quero estar doente (como ninguém quer) mas vou ao médico se estiver doente correto? (acção, fazer)
Eu não quero ser infeliz, mas se estiver triste posso sempre correr para o colo dos que mais amo para ver se a dor passa um bocadinho..
A diferença está toda no coração sabiam?
Portanto com amor vou continuar a ser feliz, a descansar, a fazer tudo o que posso em cada dia, ser zelosa e tentar sempre ser a melhor no que faço. Eu gosto de extremos ou sou ou não sou. Ou faço ou não faço.
E se o fizer que seja com toda a porra de força que estiver dentro de mim.
Dizem que o equilíbrio é ou deveria ser o bom estado do ser humano. Pois eu digo-vos que não gosto de meios termos, não gosto de pessoas mornas. 
Ou se ama, ou se odeia. 
Ou és ou não és. 
Ou acreditas ou não acreditas. 
E o acreditar é muito mais forte do que eu querer. O acreditar vem de dentro.
A verdade da vida não está nos livros, a verdade está no nosso coração.