Cada vez que saí do carro hoje senti o cheiro da maresia em redor. E fui tão mas tão feliz!
Não sei se já tiveram a sorte, o privilégio de pisar a terra Olhanense. Terra esta que ninguém dava nada por ela, mas terra esta cheia de alma. Só quem a vive, a consegue sentir, só quem a sente a consegue cheirar.
Ela é especial, ela brilha ao amanhecer, e ao escurecer. Ela transparece calma. Ela acalma qualquer alma. Uma caminhada junto a esta ria formosa revitaliza. Um copo de vinho nestas tascas sabem-me a uma sagres bem gelada (não gosto de vinho) uma chouriça assada aqui tem outro impacto na barriga. Os camarões fritos com laranja na minha tasca favorita junto aos mercados são meus e só meus! São tão meus que os reparto com amor com todos os que visitam a minha terra. Com amor digo a amigos e clientes: não te esqueças de passar na minha tasca! Ela não é minha. Mas eu sinto-a como se fosse. Ela é! Não preciso ser dona da tasca! Ela é minha por afinidade. Ela é minha porque ali como as minhas batatas fritas caseiras, o meu bitoque que é de bradar aos céus, ali como os meus camarões com laranja, ali bebo uma sagres estupidamente gelada e ali sinto o cheiro da maresia!
Olhão vou querer voltar a ti um dia e envelhecer bem junto de ti.

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