Tenho uma dor.
Uma dor incontrolavel.
Sou respondona, ponto. Respondona ás
vezes demais. Respeito os outros por vezes demais, mas quando me passo ás vezes
perco as estribeiras. Não quero, mas perco por vezes.
Isto acontece em duas situações:
quando tocam nos meus, ou quando tocam no meu trabalho.
Sou altamente exigente. Tranquila
demais para tudo na vida, mas, o que se refere a estes dois pontos chego a ser
exageradamente “ofensiva”.
Não toquem nos meus, e não toquem no
meu trabalho. Quando me refiro a trabalho, refiro-me ao bem estar de cada
cliente que fica hospedado em cada um dos nossos hoteis.
Quando algo não está bem, sou
persistente em resolver a situação, ás vezes demais.
Quero que os outros sintam a mesma
preocupação. Quero que os outros “amem” os clientes como eu os “amo”. Quero que
se preocupem com eles e que não sejam levianos. É obvio que tembem eu tenho
dias menos bons em que não tenho pachorra para aturar ninguém, mas, primeiro os
nossos clientes.
Quando será que vamos colocar na
nossa cabeça que a empresa que nos alimenta nós temos a obrigação de a
alimentar?! Isto é, tenho de fazer o meu melhor, organizar-me, e fazer com que
os meus clientes se sintam na sua segunda casa. O tratamento tem de ser o
melhor. Não importa se já são 18h00. O que fazemos debaixo de leviandade hoje
vai trazer repercussões amanhã.
O que não falta no mercado são
ofertas. Qual é o nosso dever? Cuidar do que temos em casa para não os
perdermos e captar cada vez mais clientes novos. Isso dá trabalho. Mas no fim
do mês sabe-nos bem receber o ordenado. Mesmo que não seja muito, mas é esse
mesmo ordenado que nos coloca a papinha na mesa (na maioria dos casos). Se o
vosso trabalho não vos traz esta sensação de responsabilidade, agarrem-se ás
coisas boas. Temos de nos automotivar todos os dias. Ou vocês acham que me
apetece trabalhar todos os dias? Acham que sou uma pessoa radiante sempre?
Claro que nãooo!!!! Mas porra! Mesmo agora me apetecia estar no Algarve em casa
com a familia a comer uns camarões e a beber uma cerveja, mas não posso!
Enquanto não posso, vou chorar? Claro que nãooo! Vou olhar para os meus
clientes e pensar: “Eles precisam de ti, portanto atina-te, força, vamos embora
fazer alguém feliz hoje!”
Temos de pensar como: a minha empresa
é um corpo, eu sou um dos membros, portanto todos os membros são fundamentais
ao bom funcionamento deste corpo. Tu és importante dentro do teu local de
trabalho, as tuas acções, atitudes e responsabilidades vão fazer toda a
diferença juntamente com toda a equipa. Equipas felizes e unidas fazem toda a
diferença. Sozinhos não somos nada, precisamos sempre dos que estão ao nosso
redor.
O meu grave problema é que ás vezes
quero mudar as pessoas que estão comigo, mas essa é uma tarefa impossivel, e
como sei disso respiro fundo 10 vezes cada vez que me irrito antes de responder,
mesmo assim as vezes respondo, mas estou a tentar....J
Ana Tomé

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