Não tenho feito esforço para me inspirar e me encher de coisas boas, não tenho tido cuidado comigo, ou olhado para mim. Tinha prometido mudar os meus hábitos alimentares, nada de dietas radicais mas ir introduzinho todo o tipo de alimentos que nos fazem um bem tremendo mas que nunca gostei, e a coisa até estava a correr bem. Não tenho feito nada do que me faz feliz.
Tenho me limitado a dormir, acordar vazia, ir trabalhar, agir como nada se passasse, sai do trabalho ainda como nada me atingisse, ligo para a minha mãe, falo mal com ela [mesmo não querendo que isto aconteça], chego a casa de "burro amarrado" porque assim que saio do trabalho já consigo tirar a "mascara" de que tudo está bem! Quem leva com tudo? A minha querida mãe [por telefone] e o meu querido marido que me atura em tudo e me conhece bem demais para saber que cada expressão minha facial corresponde a X....
Onde está o erro??? EM MIM!
Em mim que na ultima semana deixei de comer bem, pois como muitissimos médicos mencionam e bem, é na comida que o ser humano procura a almofada do conforto.
Em mim que deixei com que coisas que não passam por mim, me atingissem.
Em mim, que sempre adorei o meu trabalho e fui abaixo por pessoas que não merecem, e deixei que o meu brilho e alegria natural desaparecessem um bocadinho.
Em mim, que deixei de olhar para o meu Blog [meu passatempo favorito, e que me transmite uma alegria eterna, pois é aqui que tenho o meu Eu despejado de corpo e alma] por pensar: "Não estás suficientemente inspirada para cá vires dizer parvoices".
Em mim, que deixei de ouvir os passos de cada pessoa que sai do metro a correr, e que eu de manhã ao ir para o trabalho transformava esses passos em musica na minha cabeça. [agora chegou a parte em que vocês pensam: Esta gaja é completamnete passada :) ]
Em mim, que deixei de ouvir os passaros a cantar porque tenho dormido até à ultima e já vou stressada para o trabalho para não me atrasar.
Enfim. Decidi fazer um X bem grandeeee, para todas estas coisas, e voltar a sonhar. Com os passos das pessoas apressadas em que são como musica na minha cabeça, decidi ouvir os pássaros, decidi apreciar a árvora que caiu com o vento mas que não perdeu a sua beleza. Assim somos nós, como esta árvore. De vez em quando caímos, vamos abaixo, desistimos por alguns dias, mas depois as raizes que ficaram na terra com a chuva, com o sol e com tudo onde podem agarrar, elas agarram-se e voltam a crescer....

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